sexta-feira, 25 de março de 2011

Sonhos a fizeram ser o que é hoje.

Atirada em um sofá desmontado ela relembra o que sonhava a alguns anos. Estes sonhos iam além de amor, dinheiro e sucesso.
O que sempre a alimentou foi a vontade de viver intensamente. Ela não precisava de um grande amor, uma conta milionária ou uma carreira esplendorosa. Para ela, se sentir livre e completa era o que importava, mesmo que se isso não viesse com o resto.
Viajar sempre foi a vitamina essencial para alimentar sua alma. Fotografar era o "feijão com arroz" da dieta daquela garota. Paixões iam e vinham, isso ela nem ligava.
E é nessas noites de inverno que ela pensa nisso. É neste frio que ela se aquece com seus textos, fotografias e roteiros. Assim ela tenta entender o mundo, mas principalmente, entender a ela mesma.
Por mais que ela saiba o que realmente precisa para sobreviver, não entende como pode querer tanto, pensar tanto, imaginar-se tanto ao lado de um garoto. Talvez seja uma falha técnica que apareceu com o tempo. Mas mesmo assim ela consegue lidar com isso, por saber que não é vital para ela.
As paixões que vem e vão, como a chuva, servem de consolo para uma garota que sabe do que precisa, realmente.
Ainda com o frio, chove la fora. Entre os trovões e os clarões no céu ela se amontoou em um canto da sala. Pegou sua tijela de cereal com leite, vestiu seu pijama mais confortável e esperou os dias passarem para, de novo, entrar em um avião para o outro lado do planeta. Aquele lado que a sustenta mais do que as suas próprias pernas, é lá que seu coração e sua alma se reabastecem de um sentimento puro, vivo e completo.
E assim que a chuva passa e lhe restam apenas os últimos pingos, barulhos e clarões, a garota volta a realidade...se reconforta pois sabe que ainda é jovem para desistir do desejo que a mantém com um sorriso nos lábios até hoje.

terça-feira, 22 de março de 2011

Uma confusão de pensamentos na ponta dos meus dedos

Enquanto sirvo o sorvete, na minha tigela colorida, já vou pensando em quanto tempo vai demorar para ele derreter e virar um creme gelado com todos os sabores que eu servi misturados. Enquanto ele não derrete, eu vou fingindo fazer um bolo, “batendo” tudo com a colher.
Enquanto eu vou lendo mais uma página do meu livro de cabeceira, eu já estou pensando no que vem na próxima e o que o próximo capítulo vai me contar. Enquanto isso, eu consigo imaginar as cenas como se eu já tivesse assistido o filme ou estivesse observando tudo em terceira pessoa.
Enquanto eu escrevo mais esse parágrafo, eu mexo o meu sorvete de creme e chocolate na minha tigela colorida e penso no porque parei de ler se estou tão entusiasmada em continuar e saber o que acontecerá no último capítulo.
Sozinha no meu quarto, nos meus dias, eu não me queixo de não estar apaixonada ou de ter desistido de algumas coisas. Estou conseguindo lidar com tudo isso muito bem. Seria clichê eu falando que tenho meus amigos por perto e que tenho dado muito valor a isso ultimamente mas, mesmo falar que uma coisa é clichê se torna, automaticamente clichê, é isso mesmo.
Voltar as vezes até as pessoas ou sentimentos sinceros que, um dia, nos fizeram sorrir é a melhor opção e escolha que temos para esquecer esses dias que parecem não passar. Quando as horas se arrastam e parece que não temos o que, ou em quem, pensar e nos fechamos,  só queremos sumir dessa “pequena cidade” com “pequenas pessoas”.
Eu não canso de falar que, pra mim, isso é  comum. Sabe, me sentir sozinha e querer ir embora. Mas não é só por isso que eu quero deixar todo o meu passado e me agarrar apenas nas memórias.
Falando em fugir daqui e o fato de eu ter mais fases do que a lua e do meu jeito meio bipolar, mudando de vontades, pensamentos e sentimentos (principalmente) com a mesma freqüência que eu troco de roupas ou fico perambulando pela cozinha procurando algo para comer, mesmo sem fome, me instiga o fato de alguns sonhos e vontade estarem tão fixas a mim que nada, até hoje, me fez pensar em desistir ou deixar pra depois.
Talvez pelo fato de eu estar sempre em “transe” de um sentimento pra outro, de uma vontade pra outra, que eu me apego tanto a minha vontade de saltitar pelo mundo conhecendo as coisas, lugares e pessoas e, ao mesmo tempo, conciliar isso com o emprego dos meus sonhos. De fato, um sonho.
Eu sei que não sou a única a pensar, sentir ou querer isso. Mas quando olho ao meu redor vejo pessoas que querem se fixar em um lugar, em um escritório ou em uma cidade. Querem viajar apenas nas férias, uma ou duas semanas, um mês talvez. Não sei se sou inocente ou sonhadora de mais em pensar que eu não preciso e posso não me limitar a isso, mas eu prefiro continuar acreditando que eu vou conseguir ser feliz do jeito que eu escolher, mesmo sendo loucura para as outras pessoas ou um tanto quanto sonhador de mais.
Mas agora que meu sorvete já esta um creme com todos os sabores que escolhi, meu livro me espera na página marcada e eu já passei do limite de parágrafos, vou voltar a minha realidade preenchida com meus sonhos. Vou voltar a pensar que sou feliz aqui, mas posso ser feliz do outro lado, também.




segunda-feira, 21 de março de 2011

Cheia, nova, crescente ou minguante.

Coisas de pessoas estranhas.
Estou aqui, neste calor, jogada na minha cama com meu pijama da Primark preferido (eu amo todos da mesma forma) pensando em me apaixonar.
Isso não é bem uma coisa que planejamos, aliás, nem estou planejando, apenas pensando.
Se apaixonar é incrivel. Passamos a reiventar tudo o que costumamos fazer. O modo que agimos frente a pessoa, querendo ou não, muda.
Eu queria estar apaixonada. É saudável. Mas não estou pronta ou com vontade de um relacionamento. Relacionamentos estragam paixões. Pelo menos esse é o meu caso, sempre.
Bom, isso quando se trata de homens. Posso me dizer apaixonada pela minha faculdade, não largaria ela por pouca coisa. 
Sou apaixonada por fotografia, se pudesse andar com a camera no pescoço, eu o faria.
No mais, nem sei porque escrevo isso agora. Talvez um modo de desabafo. Gritar para o mundo que eu sou péssima com relacionamentos e essa coisa de paixão, amor e sentimentos.
Me entristeço por isso as vezes. Que mulher não quer casar e ter uma familia feliz? Eu não vou negar que esse desejo, dependendo a minha fase, sai do TOP 10 dos meus desejos. 
Mas a paixão sempre será bem vinda na minha vida, no meu coração.
Não quero que entenda mal. Tudo pode mudar, acredite. Se você quizer consegue roubar meu coração...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Não há como negar, esconder ou mentir.

Eu tenho medo do escuro e, por isso, não durmo com a porta fechada ou sem um pontinho de luz que seja, do lado de fora. 
Eu tento esconder meu desejo insaciável de encontrar meu amor, meu grande amor. De ter uma penca de filhos correndo e me enlouquecendo. 
Eu tento mentir minha louca vontade de ser solteira para sempre. Gastar meu tempo e meu dinheiro comigo, com viagens e com ninguém mais.
Eu queria ter duas de mim.
Eu adoro tudo o que não é saudavel e aquilo que é saudavel eu gosto só pra sair da rotina.
Eu morro de vontades súbitas. 
Eu adoro beber, beber e beber para dançar a noite inteira, rir a noite inteira e conversar a noite inteira.
Eu adoro fechar os olhos. Desse escuro eu não tenho medo.
Eu pagaria para trocar um final de semana nas festas para deitar em uma grama fofinha e apreciar as estrelas, a lua cheia e o nascer do sol.
Eu queria ter menos 10 kg do que eu peso.
Eu queria ser mais alta.
Não há quem me conheça que não perceba que sofro de paixão. 

Não há quem me conheça de verdade que não note minha facilidade de confiança e perdão.

Impossível esconder que sou de lua, talvez por aprecia-la tanto, tenho todas as suas fazes, desde a nova até a minguante. Três dias comigo e você percebe todas de mim que existem. 
Sou instável. 
Odeio decidir. Desde uma bebida até o roteiro de uma viagem. 
O calor é uma das coisas que mais me atormenta.
O inverno é uma das coisas que mais me encanta, assim como o Outono.
Culturas, me instigam. Não que eu não tenha preguiça de ler sobre elas. Aliás, por que ler se eu posso viajar e descobrir tudo e vivenciar cada uma delas?
Adoro me apaixonar, mas não prometo o "felizes para sempre".
Os defeitos das pessoas me irritam, as qualidades também.
Pessoas calmas demais me incomodam.
Futilidade me deixa louca.
Não sei comprar presentes, nunca soube.
Eu gosto de usar a moda, mas do meu jeito. E eu me incomodo se as pessoas acham estranho, mas procuro não dar bola.
Se eu citasse a fotografia, seria clichê. Mas pra mim vai além de um Hobbie.
Não me mime, odeio pessoas mimadas.
Já quis viver uma história de amor de filme. Ação de filme que termina com amor. 
Já quis ter você hoje e amanhã não mais.
Já quis ser famosa através de bobagens. 
Sabe do que eu gosto? De aventura, aliás, preciso de alguém que anexe isso a minha vida.
Sou preguiçosa sim, desorganizada sim, moleque sim.
Queria ser uma "menininha" pomposa. Queridinha, bonitinha e delicada. Mas esses ingredientes não estão na minha fórmula, ou eu só queira passar a impressão que não. Essa eu também não sei.
Sou complicada. 
São tantas coisas. São 19 anos. Sou eu. 

Não há como negar que sou feita de momentos.
Não há como esconder que sou feita de sonhos.
Não há como mentir que não sou feita de histórias.

Não há como negar, esconder ou mentir.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Meu eterno namorado

Dormir e acordar ao seu lado. Abraçados. Vestindo aquele pijama casual.
Em algumas noites os olhares fixos um no outro começam a sonhar. Planos, planos e mais planos. Somos um só coração agora. Temos dois corpos, duas vidas. Tudo duplicado e sabemos os limites de ter um só coração.
É amor sim, é amor. Você, aquele de quem eu nunca me imaginei ao lado, deitada nesta cama olhando teus olhos. Você que me faz gargalhar de alegria, chorar de emoção, ficar feito uma criança boba tirando fotografias. Nosso amor versátil. Em um dia somos chefes da mais requintada culinária francesa, no outro meros trabalhadores da cidade grande. Na manhã seguinte somos os alcoólatras do bar do outro lado da cidade. E assim por diante. 
Quantas vezes não vamos amanhecer correndo na praia após assistir ao show da lua e a sinfonia das estrelas.
Quantas vezes não irás me aconchegar em teus braços depois de me sentir angustiada.
Quantas vezes não vamos rolar de rir com as nossas brincadeiras.

Somos jovens ainda, mas já sei que é você o velhinho que em alguns anos que vai balançar minha cadeira enquanto relembramos todos os nossos momentos olhando as nossas fotografias, vídeos e memórias.
Seremos eternas crianças e você meu eterno namorado.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

quickly

Quando avistamos o ônibus, em sua velocidade corrida, não passam apenas rodas, carcaça, motorista e o cobrador. Passam pessoas, vidas e histórias. Histórias estas que tu nunca conheceu. Vidas estas que tu nunca nem pensou que existiam. Pessoas que jamais reconhecerás, nem elas a você.
E assim como o ônibus tudo passa tão rápido que se você não tentar, ao menos, mal saberás quem foi quando o ônibus que você conduz tiver chego ao ponto final.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Got a case of a love bipolar

You're hot then you're cold / You're yes then you're no / You're in and you're out / You're up and you're down


Não se espante se um dia a diagnosticar como uma bipolar no amor. 


Ela vive se apaixonando por ai. No supermercado, na farmácia, nos restaurantes, na rua, na chuva e na fazenda. 
Já encontrou inúmeros "amor da minha vida", mas, em suma, nenhum durou o tempo necessário para virar mais do que uma paixão. 
Até ela se surpreendo as vezes quando, de repente, não está mais tão afim de você.
Se ela se sinte bem com isso? NÃO MESMO. Isso cansa. Tem momentos em que ela desiste de toda aquela lenga-lenga de casamento, filhos e felizes para sempre. 
Talvez, talvez mesmo, isso seja um distúrbio de uma garota que não quer crescer, ou entender tudo isso e tentar uma estabilidade.
Ela se questiona: Sou só eu?
Só eu que enjôo das pessoas que me relaciono tão rápido?  
Só eu que um dia gosto e no outro tanto faz?
Só eu que não tenho um polo estável no coração?


Ela é instável. Nunca ache que vais ficar com ela um tempo relativamente longo, pois ela pode surpreender da noite pro dia, de uma hora pra outra ou da manhã pra noite.
Esse coração que se mistura com sua cabeça resulta em uma equação variável. 
Ela só tem um pedido: não aposte suas fichas em mim! Pode não valer a pena.


O prazer é todo dela. Sofre de amor bipolar, tem as 4 fases da lua distribuidas no seu dia e é, totalmente, canceriana.